Como utilizar o TCC para abrir portas no futuro?
Agosto 30th, 2010
SÃO PAULO - O último desafio do estudante na universidade pode ser encarado como uma porta de entrada para o seu futuro. O TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) por muitas vezes é usado como principal chamariz no currículo para se conseguir um emprego.
"Um bom trabalho de TCC pode ser usado como portfólio do candidato a uma vaga de trainee ou emprego, valendo mencioná-lo no currículo. A avaliação se dará em função da relevância do tema do TCC para a atividade da empresa", afirma a supervisora de relacionamento com instituições de ensino do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Laura Alves.
Segunda a profissional, o estudante deverá ter cuidado com a estruturação, a fundamentação, o texto, as ilustrações e a formatação, enfim, empenhar-se ao máximo em apresentar um projeto de qualidade, lembrando que existem técnicas específicas para essa tarefa.
O próprio CIEE, por exemplo, mantém em seu site um curso gratuito de Educação à Distância, que visa apresentar subsídios teóricos e práticos referentes às etapas que compõem o desenvolvimento de um trabalho científico, seja um TCC, uma monografia, uma dissertação ou tese, por meio de exemplos e estruturas de fácil entendimento.
TCC na empresa
O TCC pode, inclusive, ser aplicado em uma empresa. "Ao abrir suas portas para um estudante fazer uma análise de caso, a empresa vê a oportunidade de iniciar um bom relacionamento com futuros profissionais ou parceiros; de ter sua corporação analisada em ambiente acadêmico; de identificar pontos positivos e negativos de sua atuação; e, em alguns casos, a possibilidade de adotar o projeto com vistas à melhoria de processos e produtos", reconhece a especialista do CIEE.
Contudo, Laura recomenda que, se a empresa for objeto exclusivo do TCC do estudante, ele terá de procurá-la para desenvolver o projeto. Caso a companhia seja apenas parte do trabalho ou uma das fontes, é importante (tanto para o projeto quanto para o contato) que o jovem se informe antes sobre ela, por meio de seu site ou dos noticiários.
"É importante também estar munido de uma carta de indicação do professor-orientador. Depois de concluído o TCC, o jovem deve encaminhar cópias para a pessoa que o atendeu e para o presidente da empresa, com cartas de agradecimento", avalia a especialista.
De fato, a contratação, a partir de um TCC, pode ou não acontecer e dependerá do fato da existência ou não de vagas na companhia. Entretanto, é importante demonstrar interesse em trabalhar ou em ser efetivado, revela Laura.
Trabalhando para o futuro
A mesma regra do trabalho de conclusão eficiente se enquadra no curso de Sistemas para Internet, da Veris Faculdades, onde, por meio do projeto "TCC Profissionalizante", os alunos ganham a chance de se prepararem para o mercado de trabalho praticando responsabilidade social.
Coordenado pelo professor Jefferson Pezeta, o projeto, que possui parceria com diversas ONGs (Organizações Não-Governamentais), proporciona ao estudante a chance de desenvolver ou reformular um site para uma destas instituições.
“A elaboração do TCC começa no segundo semestre do curso com a orientação de professores especializados. Os alunos desenvolvem o projeto com foco nas necessidades da instituição selecionada e, durante esse período, apresentam sugestões e melhorias, fazendo os ajustes necessários de acordo com as orientações da entidade para quem estão trabalhando”, afirma Pezeta.
De acordo com o professor, a iniciativa ajuda o aluno a se colocar no mercado de trabalho, já que o produto desenvolvido por ele poderá ser utilizado como parte de seu portfólio de apresentação. Cerca de cem alunos já passaram pelo projeto, segundo ele.
O diploma é suficiente para uma boa colocação no mercado de trabalho?
Maio 24th, 2010Vamos analisar uma pergunta simples: formar-se em uma faculdade garante um bom emprego?
A resposta é simples: Não.
Não basta você colocar na parede um quadro com seu diploma obtido em um curso superior por mais bonito e imponente que ele seja.
Já se vão muitos anos, lá pelos anos de 1960, 1970 em que existiam poucas instituições de ensino superior, o que tornava o possuidor de um diploma de nível superior detentor de um grande diferencial em relação à maioria, o que aumentava em muito suas chances de conseguir um bom emprego no mercado de trabalho.
E nos dias de hoje a palavra anteriormente dita é muito importante: DIPLOMA? Não , DIFERENCIAL. Hoje o acesso a um curso superior é muito mais fácil que décadas atrás seja pelo aumento do número de instituições ou por políticas públicas de inclusão.
Neste mundo de tantos iguais é necessário que o aluno saia da faculdade com muito mais do que somente o diploma. Buscar a complementação da formação seja pela pesquisa na biblioteca, em livros e aproveitar a facilidade de obtenção de informações via internet. Desenvolver projetos de pesquisa, de extensão, de iniciação científica, trabalhos voluntários são maneiras de adquirir este diferencial.

Quem é o cliente na educação superior privada?
Abril 26th, 2010
MICHEL, Maria Helena, O cliente do ensino superior pago , Jornal “O Estado de Minas”, Caderno Opinião, Belo Horizonte, MG, 13 de novembro de 2003
O CLIENTE DO ENSINO SUPERIOR PAGO
O século XX foi testemunha de grandes transformações. No mundo dos negócios, o acirramento da globalização dos mercados, a evolução da telecomunicação e informática, o desenvolvimento tecnológico, mudaram a vida das empresas, trazendo o fantasma da concorrência. Neste cenário, ressurge a figura do “cliente”, como entidade soberana, capaz de definir quem fica e quem sai do mercado. Estudos e técnicas são avidamente desenvolvidos e consumidos para aperfeiçoar formas de satisfazer o cliente, ouvi-lo, fidelizá-lo, perceber suas necessidades, antecipá-las, agregar valor aos produtos, surpreendê-lo, conquistá-lo.
Não estão erradas as organizações, e o futuro não aponta para realidade diferente. O cliente aprendeu a reconhecer e exigir qualidade nos produtos. Ele não quer apenas qualidade intrínseca; ele quer valor agregado, rapidez, atendimento personalizado, pagamento facilitado, promoções, troca, manutenção, etc.
Idêntica análise, porém, não pode ser feita quando se trata de instituições de ensino pago, particularmente, as de ensino superior. Grande parte da educação superior em todo o mundo é financiada por mensalidades escolares. No Brasil, cerca de dois terços da população universitária está nas escolas privadas.
Inúmeras vezes, professores da rede privada têm se queixado de serem “lembrados” pelos alunos que “eles” são seus clientes, porque sua mensalidade paga os salários dos professores.
O ambiente universitário, porém, merece melhor análise. O aluno, ao assinar um contrato com a instituição, assume uma relação de compromisso, obrigações. Isso pode gerar situações de tensão e pressões. Ocorre que, em geral, as “pressões” que os alunos exercem não visam à melhoria da qualidade do ensino, mas, ao atendimento das suas necessidades imediatas, mediocrizando, significativamente,a sua própria formação. Vejamos alguns exemplos: provas (adiar, fazer em grupos, com consulta, substituir por trabalhos), frequência (faltar à aula, chegar tarde e/ou sair cedo e “ganhar” presença integral), atividades (atrasar entrega de trabalhos, flexibilizar exigências, prazos), dentro outros muitos.
Porém, urge perguntar: é o aluno o cliente de uma instituição de ensino pago? Cremos que uma resposta afirmativa a essa pergunta, embora tenha grande consenso na comunidade universitária, é fruto de uma análise superficial, equivocada, e prejudicial para todos: aluno, professores, instituição.
Inicialmente, as instituições de ensino pago têm objetivos e produtos diferentes das organizações empresariais, chamadas utilitárias (comércio e indústria). Enquanto estas são centradas nos objetivos econômicos, calculistas, as universidades (organizações normativas) se baseiam no envolvimento moral, motivacional de seus membros, objetiva à formação das pessoas e tendem a construir seus próprios objetivos e valores.
Outra questão é a lógica na qual está inserida a satisfação do cliente: atendimento e bem-estar imediato. Ao adquirir um bem, o cliente tem o direito de ser atendido eficientemente, levar o melhor produto, pagar o menor preço, no menor tempo e sem burocracia. Ele não pode perder tempo, nem se desgastar com a compra.
Aplicar esta lógica à sala de aula significa que o professor deverá satisfazer o aluno todos os dias: atender às suas reivindicações, seus desejos, resolver seus problemas. E mais: não poderá reprová-lo, se ele tiver pago a mensalidade em dia! Isso significa transferir para o aluno a decisão “do quê” aprender, “como” aprender, “quando”, e, mesmo, “se” ele quer aprender alguma coisa no curso. Talvez, ele fique mais satisfeito, porque as atividades curriculares não são sempre prazerosas. Nas mais das vezes, são pesadas, cansativas, requerem esforço, raciocínio, dedicação, tempo; e, não necessariamente, são do interesse imediato do aluno.
Mas, não se pode confundir “adquirir” conhecimento com “comprar” conhecimento. Vejamos a analogia com a situação de um doente que procura ajuda médica. A pessoa paga a consulta, e recebe uma receita e orientações de procedimento. A receita e as orientações são, apenas, parte da solução. A cura dependerá da postura, das providências, da vontade e responsabilidade do paciente em seguir corretamente as instruções. Da mesma forma, a formação profissional do aluno é o resultado do “casamento” entre os recursos que a escola oferece (professores, atividades, equipamentos, conhecimento) e o esforço dele em se transformar (vontade, dedicação, motivação, trabalho).
Para se tornar um profissional disputado pelo mercado de trabalho, o aluno necessita adquirir um conjunto de competências, conhecimento, habilidades, capacidades, consciência e formação política, ética e cidadã. Ele não vai à escola adquirir um produto; o aluno “é” o produto. É “ele” quem precisa ter qualidade; instrução, formação e instrumentalização. As atividades, os professores, os equipamentos, o conhecimento, são instrumentos de construção desse produto.
Formação acadêmica e profissional não são produtos tangíveis; não podem ser “vendidos” como cereais em prateleiras de supermercados. É tarefa nobre; processos longos, internalizados, numa relação professor/aluno, nem sempre leve e fácil. Não traz satisfação imediata, mas, é fundamental para o seu crescimento e formação.
O objetivo da universidade é formar o melhor profissional para ocupar a melhor posição no mercado de trabalho. Seu ”cliente” não é, portanto, o aluno, é o “mercado de trabalho”. Este, sim, tem que ficar satisfeito com a sua aquisição. E não se pode perder de vista que o mercado está cada dia mais exigente.
Por isso, há que se esclarecer o “aparente” paradoxo: deve a universidade oferecer satisfação imediata ou proporcionar formação integral aos seus alunos? Estes são clientes ou matéria prima em transformação? Devemos nos aprofundar nessa discussão, envolvendo, inclusive, o aluno, pois, não se pode negar o risco real que há de um cliente insatisfeito se recusar a pagar pelo bem adquirido.
Em tempos pouco remotos, as universidades selecionavam os alunos que queriam ter em seus quadros. Atualmente, o ensino universitário brasileiro vive preocupantes sinais de ociosidade de vagas e inadimplência. O aluno, hoje, escolhe em qual universidade vai estudar; e o mercado a universidade que vai formar seus profissionais. Na medida em que o mercado rejeitar um profissional, rejeitada será a Instituição de ensino que o formou, assim como, rejeitados serão os professores responsáveis pela formação desse profissional.
Profa. Maria Helena Michel
Professora Universitária, Graduação em Letras – Português e Inglês, Especialização em Gestão Estratégica, Mestrado em Ciência da Informação
Histórico das Faculdades Integradas de Itararé
Junho 16th, 200936 ANOS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR, INVESTINDO NA QUALIDADE DO ENSINO SUPERIOR DE ITARARÉ E REGÕES SUL- PAULISTA E NORTE PIONEIRO PARANAENSE
Em l970, um grupo de idealistas, na maioria professores da rede estadual de ensino e empresários de Itararé, planejou um audacioso projeto de implantação de uma Faculdade, para atender uma clientela carente de ensino superior na região sudoeste paulista e norte pioneiro paranaense. Nascia a Associação Itarareense de Ensino (AIE), com seu primeiro pleito encaminhado ao MEC para autorizar os cursos de graduação em Pedagogia e Letras, embrião da FAFIT – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Itararé, autorizada em 1973, e em 1976 se deu o reconhecimento com conclusão dos cursos pelas primeiras turmas.
Em 1996, o MEC autorizava o curso de Ciências Contábeis, embrião da FACIC – Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas de Itararé.
Preenchendo uma lacuna no âmbito do ensino técnico na região, a AIE-Associação Itarareense de Ensino, instalou o Colégio XXV de Abril em 1995 inicialmente com o curso de Processamento de Dados, atualmente conta com os cursos de nível médio profissionalizante nas áreas de Informática, Enfermagem, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho.
Em 2001, o MEC autorizava os cursos de Administração Geral, Administração em Agronegócios e Turismo, todos já devidamente reconhecidos pelo MEC, através de suas comissões de verificação de funcionamento. Logo após, em 2002, o curso de Direito era autorizado pelo MEC.
Após 32 (trinta e dois anos) de Educação Superior, através da Portaria Nº - 539, de 20 de Fevereiro de 2006, foi credenciada a instituição Faculdades Integradas de Itararé, por transformação da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Itararé e da Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas de Itararé, a serem estabelecidas na Rua João Batista Veiga, nº 1725, Bairro Cruzeiro, na cidade de Itararé, Estado de São Paulo, mantidas pela Associação Itarareense de Ensino S/C Ltda., com sede na cidade deItararé.
Em 2007 o curso de Direito foi reconhecido pelo MEC assim como foram autorizados os cursos de Licenciatura em Educação física, Matemática, Letras – Habilitação Espanhol e o bacharelado em Sistemas de Informação, totalizando, desta forma, dez cursos de graduação oferecidos.
Paralelamente à vida acadêmica, a FAFIT-FACIC agregou ao seu “campus”, instituições que servem de laboratório para as atividades práticas e de estágio como a FACIC-JUNIOR (Empresa Júnior), empresa que mantém parceria com o CIEE; ACE de Itararé, Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) destinados aos acadêmicos de práticas jurídicas do curso de Direito, EDUCADORA FAFIT 88,7 FM, uma emissora FM da FAFIT-FACIC, com programação com duração as 24 horas por dia, digitalizada e com moderna infra-estrutura, tem contribuído para o desenvolvimento sócio-cultural da região. O setor de transporte de acadêmicos e professores tem merecido especial atenção da AIE, proporcionando melhor e maior freqüência aos cursos mantidos, contando com 18 ônibus utilizados pelos acadêmicos das cidades atendidas; uma agência bancária instalada em seu “campus”.
As Faculdades Integradas de Itararé - FAFIT/FACIC oferecem instalações modernas aos acadêmicos, como Biblioteca com acervo atualizado em todas as áreas; laboratórios de Enfermagem, 04 (quatro) laboratórios de Informática, Laboratório de Práticas Pedagógicas, Laboratório de Ensino de Física e Laboratórios de Fisiologia do Exercício.
No ano de 2007, as Faculdades Integradas de Itararé - FAFIT/FACIC desenvolveram um programas de Educação Continuada em parceria com o Governo do Estado - a Teia do Saber.
A clientela das Faculdades Integradas de Itararé - FAFIT/FACIC agrega cerca de 1.700 alunos; com 1.400 graduandos, 1000 acadêmicos em cursos de pós-graduação, 200 alunos no Ensino Técnico Profissionalizante, 140 inscritos em cursos de especialização e capacitação profissional.
Inovação é a nossa marca. Sempre procuraremos superar expectativas e propiciar ao público de nossa região ensino de alta qualidade, com a melhor infra-estrutura e o melhor corpo docente e administrativo de toda a região.